Eu tinha o mundo, fé, meu norte,
Que o tempo vadio decidiu destruir.
Mas ainda estou vivo, firme, forte.
Buscando o destino que espera meu ir.
Destruiu os meus vazios castelos
Construídos no abismo da sorte.
Gigantes cinzentos, ruídos e belos
Que indicam o caminho da morte.
Destruiu-me, deixou-me despido
De qualquer valor, sentimento, pudor.
Desconsiderou o derradeiro pedido.
Ficou no meu peito o resto do amor
Que quem sabe um dia seja resolvido
Por quem deseje compartilhar essa dor.

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