Páginas

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Destroços

Eu tinha o mundo, fé, meu norte,

Que o tempo vadio decidiu destruir.

Mas ainda estou vivo, firme, forte.

Buscando o destino que espera meu ir.


Destruiu os meus vazios castelos

Construídos no abismo da sorte.

Gigantes cinzentos, ruídos e belos

Que indicam o caminho da morte.


Destruiu-me, deixou-me despido

De qualquer valor, sentimento, pudor.

Desconsiderou o derradeiro pedido.


Ficou no meu peito o resto do amor

Que quem sabe um dia seja resolvido

Por quem deseje compartilhar essa dor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário