Será que estou hermeticamente fechado?
Ou sou do meu eu o reflexo no espelho?
Talvez esteja diante de mim prostrado,
Observando o teor do líquido vermelho.
E tu que ousas dizer que consegues me ver.
Será que não és, diante de ti, uma inverdade?
Que a mim achincalha, querendo prazer,
Buscando a mim pra te matar a saudade.
Percebo então, que és, apenas, uma triste ilusão
Que pairou um dia nos meus bons sentimentos.
Como talvez eu seja, na vida, uma confusão.
E você já consegue mesmo, a ti perceber,
Sair do espelho, acabando o lamento?
Ou do tormento farás seu intenso morrer?

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