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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Visão

Será que estou hermeticamente fechado?

Ou sou do meu eu o reflexo no espelho?

Talvez esteja diante de mim prostrado,

Observando o teor do líquido vermelho.


E tu que ousas dizer que consegues me ver.

Será que não és, diante de ti, uma inverdade?

Que a mim achincalha, querendo prazer,

Buscando a mim pra te matar a saudade.


Percebo então, que és, apenas, uma triste ilusão

Que pairou um dia nos meus bons sentimentos.

Como talvez eu seja, na vida, uma confusão.


E você já consegue mesmo, a ti perceber,

Sair do espelho, acabando o lamento?

Ou do tormento farás seu intenso morrer?

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