Se a incerteza os sonhos condenou
Os alicerces da casa campal destruiu
Abalou as estruturas do que sobrou,
Parece que inteiro o mundo ruiu.
Destruiu o desenho perfeito que fiz
Da formosa madona, cunhada na seda,
Traçada cuidadosamente com o giz,
Idealizada, desfez-se, tornada azeda.
Acabou-se aquela paz e a saudade
Que outrora enfeitavam toda a vida,
Revelou-se enfim a triste verdade,
Eivou-me a vida, apagou-me a luz
Desafinando o instrumento perfeito
Encheu o peito de dor, trevas e pus.

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