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terça-feira, 3 de julho de 2012

Memória da manhã

Quando beijo teus lábios pela manhã,
E aguardo teus olhos murchos abrirem,
Sinto no coração o amor da cunhã,
Meus machos instintos noto subirem.

Sussurro carinhos no teu ouvido,
Sinto seu corpo desassossegar,
E ouço bem baixinho o seu gemido,
Que ao intenso gozo quis me levar.

E finalmente com você estar,
Num belo momento, na hora marcada,
É indescritível o levitar.

Nem mesmo o tempo retrai da memória
As marcas profundas do nosso amar,
E o gozo intenso da cabal história.

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